← Aprender

Anúncios online · Comparação

Anúncios na Meta (Facebook e Instagram) ou no Google: qual é melhor?

A pergunta certa não é qual é a melhor plataforma, mas onde está o seu cliente no momento em que precisa de si.

Por Carolina Araújo · 14 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Resposta rápida

O Google mostra o anúncio a quem já está a procurar o seu serviço: é ideal para necessidades urgentes ou muito específicas. A Meta (Facebook e Instagram) mostra o anúncio a quem ainda não estava a procurar, mas encaixa no seu público: é ideal para criar interesse, mostrar o serviço e chegar a muita gente por menos dinheiro. Muitos negócios ganham em usar os dois.

A diferença essencial: procura ou descoberta

No Google, a pessoa escreve o que precisa: "fisioterapeuta no Funchal", "decoração de casamento Madeira", "avaliar casa para vender". O anúncio aparece nesse momento. A intenção já existe.

Na Meta, a pessoa está a ver o Instagram ou o Facebook e o anúncio aparece-lhe porque encaixa no perfil que definiu: idade, zona, interesses, comportamentos. A intenção ainda não existe. O anúncio tem de a criar.

Meta (Facebook e Instagram)Google
A pessoa estáA ver conteúdos, sem procurarA pesquisar uma solução
Ponto forteCriar interesse e mostrar o serviço com imagem e vídeoApanhar quem já quer comprar
CustoChega a muita gente por pouco dinheiroCada clique pode ser caro em pesquisas disputadas
Qualidade do contactoMais frio: precisa de bom filtro e seguimentoMais quente: já tem a necessidade
O que precisaBons vídeos e imagensUma boa página de destino e palavras certas
VolumePode criar procura onde ela não existeLimitado ao que as pessoas já pesquisam

Quando escolher o Google

  • Serviços urgentes ou de necessidade imediata. Canalizador, reboque, dentista com dor, advogado para um problema concreto. Ninguém procura isto no Instagram.
  • Serviços que as pessoas já pesquisam pelo nome. Se existe procura no Google pelo que vende, na sua zona, há clientes à espera.
  • Venda entre empresas, quando quem decide pesquisa fornecedores.

Um aviso: se ninguém pesquisa o seu serviço, o Google não tem a quem mostrar o anúncio. Já vimos empresas a investir no Google para produtos que o público ainda não conhecia, sem resultados. Nestes casos, a procura tem de ser criada primeiro.

Não se esqueça do Perfil de Empresa no Google. É gratuito e aparece no Google Maps quando alguém procura "perto de mim". Para negócios locais, é muitas vezes o primeiro passo, antes de qualquer anúncio.

Quando escolher a Meta (Facebook e Instagram)

  • Serviços que se vendem pelos olhos. Restaurantes, decoração, eventos, estética, moda, alojamento.
  • Quando quer criar procura. Uma data especial, uma novidade, um serviço que as pessoas ainda não sabem que precisam.
  • Quando o público é bem definido por zona, idade ou interesses: proprietários numa zona, pais de crianças pequenas, noivos.
  • Orçamentos mais pequenos. Com 150€ a 300€ por mês já é possível testar e ter contactos.

Grande parte dos nossos casos reais foi feita na Meta: o consultor imobiliário recebeu 106 contactos a 9,29€, a empresa de eventos teve 29 pedidos com 175€ num mês e o restaurante passou de 54 para mais de 100 almoços na Páscoa. São negócios em que a imagem vende e em que as pessoas não pesquisavam ativamente o serviço.

Porque é que muitas vezes funcionam melhor juntos

A Meta cria o interesse. Depois, muita gente vai ao Google pesquisar o nome do negócio ou o serviço antes de decidir. Se o seu negócio aparecer também aí, com boas avaliações e uma página clara, a decisão fica mais fácil.

O caminho mais comum que vemos é:

  1. A pessoa vê um vídeo no Instagram.
  2. Visita o perfil e vê mais trabalhos.
  3. Pesquisa no Google, lê avaliações e visita o website.
  4. Pede orçamento ou faz a marcação.

Se alguma destas etapas falha, perde o cliente pelo caminho, mesmo que o anúncio tenha funcionado.

E o LinkedIn?

Para vender a outras empresas, sobretudo a cargos de decisão, o LinkedIn pode fazer sentido. Os contactos são mais caros, mas mais qualificados. Para a maioria dos negócios locais e de serviços a particulares, a Meta e o Google chegam.

Como decidir: 3 perguntas

  1. As pessoas pesquisam o meu serviço no Google? Se sim, o Google é uma opção forte.
  2. O meu serviço vende-se melhor quando se vê? Se sim, a Meta é uma opção forte.
  3. Quanto posso investir por mês? Com orçamentos mais curtos, comece por uma plataforma e faça-a funcionar bem antes de abrir a segunda. Veja como calcular quanto investir.

Perguntas frequentes

O que é melhor para um negócio local: Facebook ou Google?

Depende de como os clientes procuram. Se pesquisam o serviço quando precisam (por exemplo, "fisioterapeuta no Funchal"), o Google é forte. Se o serviço se vende pela imagem ou precisa de ser dado a conhecer, a Meta é normalmente mais eficaz e mais barata. Para muitos negócios locais, o Perfil de Empresa no Google mais anúncios na Meta é a melhor combinação.

Os anúncios no Google são mais caros do que no Instagram?

Por clique, costumam ser, sobretudo em pesquisas muito disputadas. Mas quem clica no Google já está a procurar o serviço, por isso pode comprar mais depressa. O que interessa comparar é o custo por cliente, e não o custo por clique.

Posso começar só com uma plataforma?

Sim, e com orçamentos mais pequenos é o que recomendamos. Comece onde estão os seus clientes, faça-a funcionar, meça o custo por cliente e só depois acrescente a segunda.

Anúncios no Facebook ainda funcionam?

Sim. A Meta inclui o Facebook e o Instagram, e os mesmos anúncios podem aparecer nos dois. Para públicos acima dos 40 anos, o Facebook continua muito eficaz.

Quer aplicar isto ao seu negócio?

No diagnóstico, analisamos o seu negócio e dizemos-lhe, com honestidade, o que é possível alcançar e quanto faz sentido investir.

Candidatar ao Diagnóstico